TIMING

Conversor de Tempo Manual ↔ FAT

Um cronómetro manual regista sempre um tempo mais rápido do que a cronometragem eletrónica, devido ao atraso de reação na partida e ao arredondamento na chegada. A regra NCAA 5-11 e a regra USATF 165 acrescentam um desvio fixo para que os tempos manuais possam ser comparados de forma justa com os resultados FAT.

Tempo manual ↔ FAT
Manual → FAT
(s)

Este desvio é uma convenção de comparação fixada pela regra, não uma correção física da leitura do cronómetro — permite apenas comparar de forma justa um tempo manual com um resultado FAT, nada mais.

Equivalente FAT

Prova: 100m

Equivalente FAT
10.74
Valor inserido (manual)10.50
Arredondado por excesso à décima10.50
Desvio de conversão+0.24 s
Regra NCAA 5-11 / USATF 165Provas
≤ 200m +0.24 s
60m, 100m, 200m, 100m H, 110m H, 4×100m
300m – 800m +0.14 s
300m, 400m, 400m H, 600m, 800m, 4×400m
> 800m — sem conversão
1500m, > 800m

Este desvio é uma convenção de comparação fixada pela regra, não uma correção física da leitura do cronómetro — permite apenas comparar de forma justa um tempo manual com um resultado FAT, nada mais.

HOW IT WORKS · NCAA / USATF RULE

Como funciona a conversão de tempo manual ↔ FAT

01

Insira o tempo e a prova

Introduza o tempo tal como lido no cronómetro ou na folha de resultados (SS.xx, M:SS ou H:MM:SS) e escolha a prova — o desvio depende da distância da corrida, não apenas do facto de se tratar de um sprint.

02

Escolha o sentido da conversão

Manual → FAT arredonda por excesso um tempo de cronómetro à décima seguinte, depois soma o desvio previsto pela regra. FAT → Manual subtrai esse mesmo desvio a um tempo eletrónico para estimar o que um cronómetro manual provavelmente teria registado.

03

Leia o tempo convertido e a regra

O resultado mostra a decomposição completa — o valor inserido, o passo de arredondamento e o desvio aplicado — bem como a tabela NCAA/USATF para verificar em que escalão se enquadra a sua prova.

THE RULE

Porque é que um tempo manual precisa de um desvio para corresponder ao FAT

A cronometragem eletrónica (FAT) arranca ao tiro de partida e para quando o tronco do atleta interrompe o feixe da linha de chegada, com precisão ao centésimo de segundo. Um cronómetro manual depende da reação de um cronometrista: é acionado ao ver o clarão ou ouvir o disparo e travado ao ver o atleta chegar, o que em média dá um tempo mais rápido do que o FAT porque o atraso de reação humana afeta mais a partida do que a chegada. A regra NCAA 5-11-4 e a regra USATF 165.21 corrigem isto com um desvio fixo consoante a prova, em vez de tentar modelar a reação de cada cronometrista individualmente.

A regra arredonda primeiro o tempo manual POR EXCESSO à décima de segundo seguinte (um cronómetro manual não consegue ler centésimos), depois soma 0.24 s para as provas até 200m inclusive — 60m, 100m, 200m, 100m/110m barreiras e estafeta 4×100m — ou 0.14 s para as provas de 300m a 800m — 300m, 400m, 400m barreiras, 600m, 800m e estafeta 4×400m. Além dos 800m, as federações nacionais não aplicam qualquer conversão: o tempo manual arredondado vale como marca oficial. Trata-se de uma convenção para comparar desempenhos entre métodos de cronometragem, não de uma correção da própria leitura do cronómetro.

FAQ

Tempo manual para FAT — Perguntas frequentes

Um cronómetro manual é acionado e travado por uma pessoa que reage ao tiro e à chegada, pelo que regista em média um tempo mais rápido do que a cronometragem eletrónica, que arranca ao tiro de partida e para no instante exato em que o tronco cruza a linha. A regra NCAA 5-11-4 e a regra USATF 165.21 aplicam um desvio fixo para permitir uma comparação justa entre os dois métodos.

Primeiro arredonda-se o tempo manual POR EXCESSO à décima de segundo seguinte. Depois soma-se 0.24 s para as provas até 200m inclusive (60m, 100m, 200m, 100m/110m barreiras, estafeta 4×100m), ou 0.14 s para as provas de 300m a 800m (300m, 400m, 400m barreiras, 600m, 800m, estafeta 4×400m). Não se aplica qualquer conversão além dos 800m.

O desvio compensa sobretudo o atraso de reação na partida. Numa corrida mais longa, esse atraso fixo representa uma fração menor do tempo total e é parcialmente compensado por efeitos de ritmo, pelo que os responsáveis pela regra fixaram uma correção menor para o 300m–800m do que para as provas até 200m.

Em distâncias mais longas, a diferença de tempo de reação entre um cronómetro manual e o FAT torna-se insignificante face à duração total da corrida, pelo que a NCAA e a USATF não aplicam qualquer desvio: o tempo manual, arredondado à décima, vale tal como foi registado.

Não. É uma convenção fixa aplicada de forma uniforme pela regra, não uma medição da reação de um cronometrista em particular. Os tempos de reação reais variam consoante o cronometrista e a corrida, pelo que uma marca convertida é uma aproximação usada para efeitos de elegibilidade de recordes e classificações, não uma correção precisa.